Ligamento

Ligamento cruzado anterior (LCA)

O LCA é um dos quatro ligamentos que sustentam o joelho por dentro. Ele impede que a tíbia escorregue para frente e seguram o joelho firme durante giros, por isso é tão exigido em esportes com mudança de direção.

Revisão: equipe editorialAtualizado: ago. de 2026Leitura: 6 min

Resumo rápido

Tipo
Ligamento
Função
Impede que a tíbia deslize para frente sob o fêmur e estabiliza o joelho durante giros e mudanças bruscas de direção.
Localização
Fica dentro da cápsula da articulação, cruzando o ligamento cruzado posterior no centro do joelho, entre a parte de trás do fêmur e a parte da frente da tíbia.

O que o LCA faz

O ligamento cruzado anterior é uma faixa curta de tecido fibroso que trava o joelho contra o deslocamento para frente. Sem ele, a tíbia tende a escorregar para a frente do fêmur cada vez que você freia, pivota ou muda de direção com o pé apoiado no chão.

Ele fica dentro da própria articulação, envolto pela cápsula e pelo líquido sinovial, cruzando o ligamento cruzado posterior em forma de X. Esse cruzamento dá nome aos dois ligamentos.

O LCA também limita a rotação interna da tíbia. É por isso que a lesão costuma acontecer em movimentos de giro, não em impactos diretos de frente para trás.

Como o LCA se rompe

  • Pivotar com o pé fixo no chão, mudando de direção de forma brusca, comum no futebol e no basquete
  • Aterrissar um salto com o joelho quase esticado e o tronco desalinhado
  • Desacelerar de repente numa corrida em alta velocidade
  • Receber uma pancada lateral que empurra o joelho para dentro enquanto o pé está travado no chão

A maioria das pessoas relata um estalo no momento da lesão e inchaço nas primeiras horas. Isso acontece porque o LCA é bem vascularizado: quando rompe, sangra dentro da articulação.

Cerca de 70% das rupturas de LCA acontecem sem contato com outro atleta, só pelo próprio movimento do corpo.

Como se chega ao diagnóstico

O exame físico já indica a lesão na maioria dos casos. O teste de Lachman, feito com o joelho levemente dobrado, avalia se a tíbia desliza para frente mais do que deveria. A gaveta anterior é outro teste com o mesmo objetivo.

A ressonância magnética confirma a ruptura, mostra o padrão da lesão e verifica se o menisco ou outros ligamentos também foram afetados.

Tratamento: cirurgia ou não

Reabilitação sem cirurgia

Indicada para pessoas com rotina menos exigente do joelho e boa estabilidade residual. O foco é fortalecer isquiotibiais e quadríceps para compensar a falta do ligamento.

Reconstrução cirúrgica

Substitui o ligamento rompido por um enxerto, geralmente do próprio tendão patelar ou dos isquiotibiais. É a via mais comum para quem pratica esporte com pivô, como futebol e vôlei.

Fisioterapia antes da cirurgia

Reduzir o inchaço e recuperar a amplitude de movimento antes de operar melhora o resultado da cirurgia e acelera a reabilitação depois.

Retorno ao esporte

Costuma ficar entre 9 e 12 meses após a reconstrução, guiado por testes de força e controle de movimento, não só pelo calendário.

Lesões e condições relacionadas

Quando esta estrutura é afetada, os quadros abaixo são os que mais aparecem.

Perguntas frequentes

LCA rompido dói sempre?

Na hora da lesão, sim, geralmente com um estalo e dor aguda. Depois que o inchaço inicial passa, algumas pessoas sentem pouca dor no dia a dia e só percebem o problema quando o joelho falseia num giro ou numa mudança de direção.

Dá para andar com o LCA rompido?

Na maioria dos casos sim, andar em linha reta costuma ser possível depois da fase aguda. O que fica comprometido são os movimentos de giro e parada brusca, que é onde o joelho tende a falsear.

Toda ruptura de LCA precisa de cirurgia?

Não. Depende da idade, do nível de atividade e da estabilidade que sobra no joelho. Quem não faz esporte de pivô costuma se adaptar bem só com fortalecimento. Quem depende de giros e paradas bruscas geralmente se beneficia da reconstrução.

LCA cicatriza sozinho?

Quase nunca. Diferente do LCM, o LCA fica banhado pelo líquido sinovial dentro da articulação, o que atrapalha a cicatrização espontânea. Por isso a reconstrução cirúrgica é a via mais usada quando a instabilidade atrapalha a rotina.

Quanto tempo leva a recuperação da cirurgia de LCA?

O retorno ao esporte com pivô costuma acontecer entre 9 e 12 meses, com fisioterapia acompanhando toda a fase. Caminhar sem apoio e recuperar a extensão completa costuma vir bem antes disso, nas primeiras semanas.

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